A atividade física já está incorporada ao cotidiano da mulher moderna, que se preocupa com sua saúde e bem-estar. Quer seja encarada como “fonte de juventude” ou como “sacrifício”, é valorizada tanto pelos aspectos estéticos como pelos resultados positivos que acarreta na saúde do indivíduo. Particularmente, durante a gestação, deve-se atentar para as transformações ocorridas no corpo da mulher, quando da prescrição de exercícios físicos. Deve-se orientá-las quanto à modalidade, intensidade, duração e freqüência adequadas a cada fase do período gestacional.
Tal prática, antes encarada com bastante restrição e cautela, já começa a ser considerada como uma necessidade, principalmente, para as futuras mamães que já têm a prática inclusa no seu dia a dia, para as demais, é levada em consideração a importância da atuação do obstetra e/ou ginecologista, o qual possui um papel decisivo para incentivar as gestantes e encaminhá-las à prática de exercícios. Esta, por sua vez, deve ser orientada por um profissional qualificado da área de educação física. Conscientizando que durante a gestação a prática de atividade física deve priorizar o bem-estar e a qualidade de vida da mulher, ao invés do rendimento físico intenso, ou seja, proporcionar uma atividade física agradável e segura, respeitando a individualidade e, principalmente, obedecendo a regras básicas de bom senso.
O primeiro trimestre (1ª ao 3ª) é a fase mais complexa da gestação, pois a mulher sofre diversas transformações corporais. Sua postura é modificada, alterando o centro de gravidade; seus hormônios são secretados em grandes quantidades e por tantas transformações o organismo da mãe reage ao feto, como se esse fosse uma espécie de corpo estranho, que quebra o estado de homeostase materna, restando ao organismo materno a se reestruturar para que ocorra o desenvolvimento da gravidez.
O terceiro trimestre (7º ao 9º mês): A partir desse período a mamãe pode sofrer com uma maior pressão do útero na bexiga ocasionando vontade de urinar mais vezes, além disso, começar a sentir dores nas costas, pelo peso da gestação e também porque os músculos de sustentação das costas se prepararam para o parto, quanto mais a gestante conseguir manter a postura ereta, menos desconforto sentirá. A recomendação para esse período é praticar atividades bem relaxantes como a hidroginástica, alongamentos, dando ênfase nos membros inferiores e nas costas musculaturas mais exigidas, não se esquecer dos exercícios respiratórios que têm fundamental importância para a gestante, pois acalma durante o período de dilatação. O trabalho vigoroso dos músculos abdominais durante o período de expulsão requer não somente condições psíquicas, mas igualmente físicas. Tipos de respiração: respiração torácica, respiração diafragmática, apnéia, hiperventilação — contra indicada.
Procedimentos dos exercícios na gravidez:
Apenas a presença do feto em desenvolvimento, já faz a rotina diária da gestante tornar-se intensa. Segundo Polden & Mantle (2000), devido a alterações no sistema cardiovascular, uma quantidade padrão de exercício produzirá uma maior produção cardíaca nas mulheres grávidas em comparação às outras. Consulte seu médico ou a equipe do pré-natal sobre os exercícios que pretende fazer, antes de começá-los. Com a autorização médica você poderá seguir estas sugestões:
A gestante, durante a realização do exercício físico deve manter uma intensidade de 60 a 70 % da FC máxima, o que seria em torno de 140 bpm (Bunduki et alii, 1995; Artal, 1999; Eisenberg, 2002; Baum, 2000). Sessões de exercícios regulares pelo menos 3 vezes por semana são mais seguros, deve ter um cuidadoso aquecimento no início da atividade e relaxamento no final e ingerir líquido antes, durante e depois dos exercícios físicos. A escolha do programa de exercícios dependerá das preferências da gestante, porém, atividades de contato físico e com grande possibilidade de trauma como hipismo, ginástica de alto impacto com saltos, esportes coletivos são contra-indicados.
O local onde será realizado o exercício físico é muito importante, devendo ser evitado lugares e piscinas muito quentes, para que não haja hipertermia na gestante.
A gestante e o profissional responsável pela prescrição de seu programa de exercícios físicos devem estar atentos a alguns sinais e sintomas que indicam que o exercício deve ser interrompido. São eles:
- edemas que não diminuem;
- dor no peito;
- contrações uterinas com intervalos menores que vinte minutos;
- perda de líquido;
- dor nas costas que não aliviam na água ou em posições normalmente confortáveis;
- falta de ar.
DICAS: (PROFESSOR)
Primeiro passo, revisar a literatura e entender cada mês, é apartir do 3 mês que você consegue saber as condições do bebê, e só depois da liberação da(o) obstetra é que podemos fazer algum trabalho.
Investigar se a gestante já treinava ou não, sabemos que apartir do 4, 5 mês o centro de gravidade muda muito e as articulações dela devem ficar mais flexivel exigindo um pouco mais de atenção nesser caso!
Temos que ter atenção com a veia cava, porque com o aumento do útero ele obstrui a veia cava, então a melhor posição é ficar em decubito lateral esquerdo, ou seja na sessão de ginastica ou musculação, evitar certos exercícios em determinadas posições por um periodo prolongado, por conta do retorno venoso.
Movimente-se. A gravidez, o parto e o aleitamento exigirão muito de seu corpo, por isso quanto melhor for o seu estado físico, melhor será a sua gestação e o parto. Mas se você estiver sedentária antes da gestação não é necessário se tornar uma atleta nesse período, cautela e bom senso é fundamental!
FONTES: