quarta-feira, 27 de outubro de 2010

TREINAMENTO RESISTIDO


Treinamento resistido ou mais conhecido como musculação. Essa modalidade possui praticantes desde a Grécia antiga, sociedade na qual era caracterizada pelo culto ao corpo forte e saudável. Mas o treinamento com pesos nem sempre foi direcionado a saúde, já foi contestado, polêmico, com o passar do tempo e do avanço da ciência, tem sido bastante praticado e recomendado.
Para aquelas pessoas que ainda acham que musculação é sinônimo de músculos enormes, hipertrofiados ou rotula a prática como esporte de “marombeiro”, o meu lamento para os desinformados. Veja os benefícios do treinamento resistido:
·         Força
·         Resistência
·         Potência
·         Tônus muscular
·         Aumenta a massa magra
·         Emagrece
·         Melhora postura
·         Melhora autoestima
·         Ajuda no tratamento da depressão
·         Melhora no aspecto cognitivo (atenção, concentração e aprendizagem).
Além desses benefícios, esse tipo de treinamento ajuda na prevenção e tratamento de doenças degenerativas como:
·         Osteopenia (perda de massa magra)
·         Osteoporose (perda de cálcio nos ossos)
·         Diabetes
·          Hipertensão
·         Cardiopatias
·         Artrose
·         Ajuda no controle do colesterol
·         Proporciona uma maior resistência do sistema imunológico e riscos de infecções.

Quem pode praticar musculação? Só os jovens, fortes ou pessoas saudáveis? Com tantos benefícios em jogo, fica difícil limitar um publico alvo. O ideal seria começar essa prática desde a juventude, principalmente as mulheres para prevenção contra osteoporose, pois quando atingir a melhor idade, os riscos são maiores dessa doença, se for uma pessoa sedentária durante a maior parte da vida. Além disso, tanto para ambos os sexos, após os 40 anos a cada década que passa, acontece uma perda significativa de massa magra.
É interessante ressaltar, que não deve acontecer de indivíduos com objetivos e aptidão física distintas estarem praticando os mesmos métodos de treinamento, ou seja, crianças e adolescentes em plena fase de desenvolvimento usar sobrecargas elevadas, como se tivessem objetivos de fisiculturistas, ou então, hipertensos e cardíacos treinando sobre prescrição de varias séries e números de repetições elevadas, como seu objetivo principal fosse definição muscular. Isso acarretaria em picos de pressão e frequência cardíaca, podendo ser fatal para estes indivíduos.
Na literatura existe uma gama de métodos de treinamento para os variados praticantes, o determinante é saber o objetivo, aptidão física e os fatores limitantes desse individuo, para ocorrer uma prescrição e uma prática saudável.
Posso citar sete dicas fundamentais, para um possível melhor rendimento:
1-    Consciência corporal: saber qual músculo está sendo exigido no exercício;
2-    Respiração: existem vários métodos de respiração, para os iniciantes a recomendação é expirar na contração e inspirar quando relaxar, de forma alguma prender a respiração;
3-    Recuperação: repouso pós- treino daqueles músculos solicitados, treinando outros músculos ou outra atividade física no dia seguinte;
4-    Alimentação saudável e balanceada: contendo carboidratos e proteínas em maior quantidade e gordura em menor, sendo distribuída entre cinco e seis refeições diárias;
5-    Hidratação: água é fundamental para pratica esportiva, a sede já é um sinal de perda de liquido e não de calorias, aumentando o risco de desidratação.
6-    Repouso: entre 6hs á 8hs de sono seria o ideal, menos que isso pode afetar o rendimento nos treinos;
7-    Disciplina: fator mais importante, se você segue tudo a risca, mas não mantém a regularidade entre três a seis vezes na semana, fica difícil de conseguir uma evolução.
     Pelos aspectos apresentados considero a musculação uma das práticas essenciais para a vida de qualquer pessoa que tem como objetivo a prevenção de doenças e uma melhora na sua qualidade de vida seja este uma criança ou até um idoso, os benefícios são comprovados a cada estudo realizado.   
Fontes:

  • ALLSEN, P.E. ; HARRISON, J. M. ; VANCE, B. Exercício e qualidade de vida, 2001.
  • MAIOR, A. S. Fisiologia dos exercícios resistidos, 2008.



   

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