Você é daquele que odeia ouvir falar em abdominal? Tem preguiça? Pensa que é uma perda de tempo e não traz benefícios? Já tentou fazer quando tem tempo sobrando, mas não vê resultados? O erro pode está relacionado à prescrição do exercício, ou na execução e até mesmo em um possível desequilíbrio muscular do core!
É comum hoje em dia ver pessoas jovens com problemas de coluna, ou com desvios posturais acentuados, muitas vezes decorrentes dos vícios posturais, além do sedentarismo fatores decisivos para possíveis doenças degenerativas.
Portanto é interessante incluir nos programas de condicionamento físico e aptidão física relacionado à saúde o fortalecimento do CORE. Mas o que é o CORE? O Core é descrito como uma caixa constituída pelos abdominais na frente, pelos paravertebrais e pelos glúteos na parte posterior, pelo diafragma no teto e no assoalho pélvico e na cintura pélvica, ou seja, o complexo quadril-pélvico-lombar (CQPL), para estabilizar a coluna, pélvis e a cadeia cinética durante os movimentos funcionais. É também conhecido no POWER HOUSE (no método pilates), em uma tradução literal inglês, a palavra CORE refere-se ao centro, núcleo, e, conseqüentemente a base para todos os movimentos dos membros.
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Em um estado eficiente cada componente estrutural, distribui o peso, absorve forças e transfere forças de reação ao solo, caso contrário quando a instabilidade existe a incapacidade de manter o alinhamento natural da coluna vertebral e a musculatura dessa região torna-se incapaz de aplicar resistência suficiente para estabilizar a coluna.
Na grande maioria, por questões estéticas, ou mesmo falta de informações, as pessoas fortalecem apenas a musculatura superficial e esquecem a estabilizadora (profunda), é comum também, fato que já aconteceu comigo, dar ênfase mais em um agrupamento especifico, desfavorecendo outros e em consequência disso acarretando lesões no quadril, joelhos, dores e sobrecarga na lombar.
Por falta de uma harmonia nos músculos do CORE passei muito tempo com os sintomas citados acima, apesar das várias visitas ortopédicas nada era constatado, nem articular, nem muscular nos exames. Após três meses treinando o core os sintomas sumiram.
Mas o foco desse treinamento não é apenas a reabilitação e sim na prevenção. Os iniciantes ou aqueles que estão acima do peso, têm motivos de sobra para dar ênfase ao fortalecimento do CORE, pois com essa região protegida o desenvolvimento no treinamento aeróbio que normalmente é feito em pé, ou em outras modalidades sofrendo bastante tensão, corre menos risco de lesões.
Vários especialistas em treinamento funcional concordam que é importante desenvolver a força e a estabilidade desse complexo muscular, primeiro de forma isolada e em seguida de forma global (Check 2000; Rubenstein, 2005, Clarck e colaboradores, 2008, Boyle, 2004; Santana, 2006; Guiselimi, 2010).
A recomendação na prescrição de treinamento para os iniciantes são denominadas de prancha (dorsal, ventral e lateral), utilizando a força estática (isométrica) e na progressão a inclusão de movimentos globais e dinâmicos, de acordo com os objetivos do individuo. Portanto essa é a dica que fica para os interessados no tema, pratique sob a orientação de um profissional capacitado.
FONTES:
- Revista Sport life; ano 9, nº : 107, outubro 2010.
- Revista Muscle in Form; ano 12, edição 63, 2010.
Revista Runner's World Brasil; edição 5, março 2009.

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